MAIS DANOS AMBIENTAIS NA SERRA GAÚCHA

Trabalho de campo no vale do Rio Padilha (São Francisco de Paula/RS), no dia 3, mostrou danos incalculáveis à flora, fauna, solo e água.

A RPPN MIRA-SERRA, próxima do local gravemente impactado, também teve desmatamento em parte de seu território.

A região é considerada de extrema importância para a conservação da natureza, Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (MaB-UNESCO), sítio do patrimônio histórico e imemorial, abriga espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção, se constitui em área de nascentes do rio dos Sinos,entre outros tantos atributos protegidos pela legislação ambiental. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os posseiros alegam ter domínio sobre 40 ha e foram pródigos em colocar arame farpado, inclusive sobre o que antes foi parte da “Trilha dos Tropeiros” (que ligava Viamão/RS até Sorocaba/SP).

Registramos todo o tipo de agressão à Mata Atlântica, incluindo contaminação de arroios, desvio de curso d’água e queimadas, em uma longa lista de atrocidades contra um ecossistema ameaçado.
Destacamos que o Instituto MIRA-SERRA (ONG), anos atrás, já havia alertado, em Ação Civil Pública, sobre a ocorrência de danos ambientais neste mesmo local – na época, abrangendo menor extensão territorial. 

 

Lamentável que um local ricamente biodiverso, com possibilidades para geração de emprego e renda no turismo sustentável, esteja se tornando uma favela rural, com tantos prejuízos à qualidade de vida… até mesmo no abastecimento de água das comunidades à jusante.

 

 

Nossos agradecimentos ao CABM- unidade Canela, ao seu comandante, 2º Sgt Daniel,e especialmente ao sd De Aquino e ao sd Buss.

O uso de Drone foi essencial para capturar o que as fotos não conseguiram dimensionar.

 

2 comentários em “MAIS DANOS AMBIENTAIS NA SERRA GAÚCHA

  • 30 de agosto de 2018 em 01:57
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    Primeiramente gostaria de parabenizar a mirassera por esse grande feito de extrema importância.
    Gostaria de saber o que se sucedeu, se pegaram os posseiros, caso sim qual a conseguencia que estes sofreram? Sei que a lei é muito brande nesses casos e não favorece a preservaçãeo de nossas matas.

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    • 14 de outubro de 2018 em 02:09
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      Agradecemos o comentário. Estamos acompanhando o caso e tomando providências paralelas junto aos nossos advogados.

      Resposta

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